Desafio 01 - Maratona Literária
Ao longo da Maratona Literária acontecerão desafios e o primeiro é escrever uma carta a algum personagem que tenha me cativado. Um dos meus livros preferidos é um livro infantil do Neil Gaiman chamado The gaveyard book e escolhi um dos personagens desse livro escrever a tal carta.
Querido Silas,
Cuidar de pequenos orfãos nunca foi uma tarefa fácil mas devo ressatar que sua dedicação e devoção fazem parecer algo natural e simplesmente enriquecedor. Seu cuidado em relação ao Bod foi de singeleza ímpar. Encontrar-lhe pais amorosos, um casa acolhedora e sempre encontrar comida para ele além de pretegê-lo aquece os mais frios corações.
A cada passo dado por Bod você estava lá, olhando por ele e tentando orientá-lo sempre que possível. Você deu a ele um lugar, mesmo que inusitado, para um menino deixado à própria sorte tão cedo.
Espero que diferentemente de seus pais, você ainda possa, as vezes, falar com ele e ainda mantê-lo seguro agora que Bod perambula além do cemitério.
Um abraço forte
Renata
Número da inscrição 325
segunda-feira, 29 de julho de 2013
sábado, 27 de julho de 2013
Maratona Literária
Fui convidada por http://amandatrindadepalavrasaovento.blogspot.com.br/, a participar de uma maratona literária e resolvi me arriscar. Achei bem interessante porque é aquele empurrão que faltava para desenterrar alguns livros que sempre namoramos mas nunca pegamos para ler.
Meus livros escolhidos para essa maratona são:
- A Utopia de Thomas More.
- A viagem do elefante de José Saramago.
- Song of love and death editado por George R. R. Martin e Gardner Dozois.
Caso você também tenha se animado visite esse blog e entre nessa maratona que promete ser muito divertida e proveitosa!
As infos completas estão aqui no blog Café com blá blá blá: http://www.cafecomblablabla.com.br/2013/07/22/maratona-literaria/#more-6888
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Gatos no trono
Como toda fã, sou um pouco obsessiva, e não seria diferente em relação a série, tanto literária como a televisiva, Game of Thrones. Fiz o Sherlock e cheguei nessas fotos bem divertidas. Ah! A internet.
Postarei algumas fotos para ver todas clique aqui.
Postarei algumas fotos para ver todas clique aqui.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
João Guimarães Rosa
João Guimarães Rosa foi um dos
maiores escritores brasileiros. Primogênito dos seis filhos do casal Florduardo
Pinto Rosa (“Seu Fulô”) e de Maria Francisca Guimarães Rosa
("Chiquitita"). Nasceu em 27
de Junho de 1908 na cidade de Cordisburgo, Minas Gerais. Desde a infância,
mostra iteresse em línguas estrangeiras e antes de completar 7 anos inicia, por
conta própria, o estudo de francês. Em março de 1917 começa a estudar holandês
junto ao Frei Canísio Zoetmulder, que também o auxlia nos estudos do frânces.
Mudou-se para Belo Horizonte onde
viveu com os avós. Lá concluiu o curso primário, mas iniciou o curso secundário
no Colégio Santo Antônio, em São João Del Rei, onde permaneceu por pouco tempo
e retorna à Belo Horizonte. Na capital
mineira, matricula-se no Colégio Arnaldo, de padres alemães e, imediatamente,
inicia o estudo do alemão. Guimarães Rosa era um poliglota, como afirma em
entrevista a uma prima.
“Falo: português, alemão, francês, inglês, espanhol, italiano,
esperanto, um pouco de russo; leio: sueco, holandês, latim e grego (mas com o
dicionário agarrado); entendo alguns dialetos alemães; estudei a gramática: do
húngaro, do árabe, do sânscrito, do lituânio, do polonês, do tupi, do hebraico,
do japonês, do tcheco, do finlandês, do dinamarquês; bisbilhotei um pouco a
respeito de outras. Mas tudo mal. E acho que estudar o espírito e o mecanismo
de outras línguas ajuda muito à compreensão mais profunda do idioma nacional.
Principalmente, porém, estudando-se por divertimento, gosto e distração.”
Matriculou-se, aos 16 anos, na
Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais. Em 1930 casou-se com sua
primeira esposa, Lígia Cabral Pena, com quem teve duas filhas, Vilma e Agnes.
Ainda em 1930 formou-se médico e foi trabalhar em Itaguara, permancendo por cerca de dois anos.
Foi nessa região que Guimarães teve contato com o sertão, inspiração para
futuras obras.
Em 1932 foi voluntário durante a
Revolução Constitucionalista quando teve contato com o futuro presidente
Juscelino Kubitschek. Posteriormente, efetiva-se, por concurso e em 1933, vai
para Barbacena na como Oficial Médico do 9º Batalhão de Infantaria. Contudo, Guimarães percebe que não possui
vocação para medicina e relata isso ao Dr. Pedro Moreira Barbosa, em carta datada
de 20 de março de 1934:
“Não nasci para isso, penso. Não é esta, digo como dizia Don Juan,
sempre 'après avoir couché avec...’ Primeiramente, repugna-me qualquer trabalho
material só posso agir satisfeito no terreno das teorias, dos textos, do raciocínio
puro, dos subjetivismos. Sou um jogador de xadrez nunca pude, por exemplo, com
o bilhar ou com o futebol.”
Em 1936 recebe o prêmio de poesia
da Academia Brasileira de Letras por Magma, coletânea de poemas Magma.
Um ano depois, sob o pseudônimo de "Viator", concorre ao prêmio
HUMBERTO DE CAMPOS, com o volume intitulado Contos, que em 1946 transformou-se
em Sagarana. Neste livro, o autor já mostra a linguagem rica e pitoresca
do povo, registrando os regionalismos, muitos deles nunca antes escritos na
literatura brasileira.
Links interessantes: http://www.fgr.org.br/2008/
terça-feira, 26 de março de 2013
Cores em ruínas.
Os muros de Cabul estão mais coloridos, graças a coragem de alguns grafiteiros e uma grafiteira, Shamsia Hassani.
Shamsia Hassani nasceu em 1988 no Irã mas vive atualmente na capital afegã onde também leciona desenho na Universidade de Cabul. Sua coragem é inédita no Afeganistão uma vez que setores mais conservadores do país recriminam tal manisfestação artística por ser muito "ocidental". A escola onde estudou no Irã não permitia que afegãos estudassem arte por isso ela só pode recomeçar os estudos artísticos mais velha, já na universidade.
As obras de Hassani são de conteúdo político e crítica à opressão à mulher e para isso desenha corpos feminos vestidos de burca com siluetas mais marcadas. Outras imagens recorrentes são peixes e bolhas para ilustrar a dificuldade daquelas que sofrem caladas. “As mulheres e as vítimas da guerra são como peixes mortos em um rio, flutuando sem rumo enquanto o resto da sociedade flui” diz a artista.
Em uma de suas obras está escrito um poema de sua autria (segunda imagem):
"Se um riacho deve se tornar rio novamente
Mas os peixes estão todos mortos
Não há mais retorno para os que já partiram."
Abaixo estão algumas imagens e um vídeo da artista.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Os Vingadores
Demorei mas finalmente assisti ao filme "The Avengers".
O filme é realmente bom!! Cumpre seu papel de entretenimento e pode ser considerado não só fiel aos personagens nascidos nos quadrinhos mas também um dos melhores filmes de herois feitos ultimamente. Confesso, senti falta de Natalie Portman, a atriz é protagonista do filme Thor, sou mega fã da atriz e qualquer "desculpa" para vê-la na telona será muito bem vinda!
Obviamente o heroi com maior evidência é o Homem de Ferro, é inegável o tempero especial dado por Downey Jr. ao heroi playboy e multibilionário capaz de
voar e realizar façanhas vestindo uma roupa de metal com tanta agilidade como a mais primorosa prima bailarina. A forma como Stark lida com
a questão dos estilhaços a bomba que seguem em direção ao seu coração e das suas dificuldades de "brincar adequadamente com os outros" são extremamente bem mostradas em suas conversas com Bruce Banner. Aliás, Mark Rufalo está ótimo como a versão em quadrinho de o médico e o monstro. Nesse filme o terceiro Hulk mostra-se um pouco mais taciturno e ligeiramente deprimido com sua condição, mostrando aí uma possibilidade maior de aceitação da sua situação não só porque é algo inevitável mas também porque é algo preocupante e perigoso, tanto que quando está no Hulk modeon, Banner tem dificuldades de auto controle e mesmo auxiliando, compreendendo quem deve atacar ainda sobram socos e rugidos para os companheiros paramentados. Admito, fiquei realmente feliz pelo Hulk não ser o vilão desse filme.
Tom Hiddleston é um Loki incrível. Sua megalomania cega como sua insegurança alimenta ossonhos de tornar-se rei dos universos para conseguir encontrar um lugar ao lado do seu pai adotivo e enfim sentir-se aceito são muito bem interpretadas com os olhos fundos e o corpo franzino, contudo achei um pouco exagerada a cena passada na Alemanha em que apenas um veterano de guerra norte americana nega-se a curvar-se a ele.Também senti falta de uma melhor elaboração dos roteiristas na questão da necessidade do Hulk na nave, acreditei por um segundo que teria alguma relação com o cetro do Loki já que Banner o segura nas suas mãos em uma cena em que sua raiva está aumentando. Sim, entendo que o cetro emita radiação gama em baixa quantidade mas essa é a razão pela qual Nick Fury o que na nave e não Loki. Loki e Hulk também estrelam minha cena preferida no filme!!! Com uma pitada de histeria Loki vira um saco de pancada do Hulk, epic win!!!
Scarllet Johansson está linda como sempre e uma ótima Viúva Negra, embora tenha sentido falta de seus braceletes, um ponto extra para o não romance entre ela e o Falcão Negro e dez pontos extras para sua cena com o Hulk. Ainda não sei como o Capitão América respira sem ajuda de aparelhos em altitudes tão elevadas, suspeito que tenham sido os treinos de parkour ou a temporada de congelamento. Thor não teve tanto destaque, mas é compreensível, afinal seu filme é o mais recente e o vilão é seu irmão mas vê-lo nas telas é sempre um ótimo colírio!
Os atores estão muito bem caracterizados, as relações humanas estão aparecendo um pouco mais nos filmes de ação e isso é sempre bem vindo! Há clichês, música emocionante bem colocada, morte de um personagem menor mas não menos simpático ao público para dar o estímulo de união e o empurrão necessário para a união final dos Vingadores e a certa vitória contra os aliens malfeitores que querem dominar a Terra. Agora é esperar pela sequência e enquanto isso esperamos comendo o shawarma.
Ah! Quando o filme foi lançado no Brasil não haviam filmado a cena pós créditos, aqui está!
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Congestionado, tudo congestionado!
Hoje a capital paulistana está com o trânsito mais caótico do que de costume devido a greve dos metroviários. Apenas a linha amarela (única privada) não está parada e alguns trechos das linhas azul e vermelha estão funcionando. O governo liberou a circulação de maior número de ônibus para ajudar a população.
O que me chama atenção, como na maioria dos grandes "eventos" desse tipo, são algumas comparações estranhas, ao meu ver, que aparecem. Uma dessas comparações é com o transporte europeu, mais especificamente França. O metro parisiense é bem distribuído e também faz greves sistemáticas, contudo, Paris é uma cidade plana e andar de bicicleta e patins é mais fácil do que na capital paulistana. Claro que as marchas das bicicletas ajudam a enfrentar as ladeiras da capital paulista mas mesmo assim subidas e descidas são cansativas e intimidadoras, sei que muita gente vai achar esse comentário fútil mas andei perguntando para umas 200 pessoas por aí sobre transporte em São Paulo e quando perguntei sobre a resistência de usar bicicleta essa observação apareceu em 80% dos casos.
Sou super favorável a locomoção pela bicicleta, mas tenho medo. Moro perto de uma avenida movimentada (Ricardo Jafet) e preciso andar um bocado por essa avenida para chegar ao meu trabalho, tenho medo de andar por essa avenida de bicicleta e não encontrei um caminho alternativo razoável para ir ao trabalho montada na minha magrela. Nem mesmo o google maps conseguiu me ajudar nessa tarefa, mas ainda estou buscando um caminho bacana e que eu não transpire muito, porque não tenho onde tomar banho onde trabalho e preciso levar uma mochila de aproximadamente 3Kg nas costas com material didático para meus alunos e meu almoço ou jantar.
Talvez se São Paulo adotasse a possibilidade de aluguel de carros compactos para a população, como acontece em Paris, a greve do metro não atrapalhasse tanto. Provavelmente se as pessoas fossem mais educadas e mais humanas a bicicleta seria um meio de transporte utilizado por ainda uma maior parte da população e haveria mais carona, maior possibilidade de trabalho em casa nas ocupações em esse tipo de trabalho seja possível. Certamente se a distribuição das linhas de ônibus fosse feita de forma mais inteligente a greve não seria tão penosa para a população.
Outra coisa que me chamou atenção foi a desinformação por parte da população sobre a greve. Muita gente chegou no metro e não sabia da paralisação. Os brasileiros não estão conectados ao facebook de forma maciça? E onde está a possibilidade de carona? Os defensores de uso de bicicleta? Aliás, acho que cada dia a magrela deve ser repensada nessa cidade tão cheia de carros e motocicletas.
E se essas questões não fossem suficientes temos o governo estimulando a compra de automóveis pela população.
Não é a greve, não é o pouco uso de bicicleta ou muitos carros os grandes vilões, é a má vontade política crônica no Brasil, não só daqueles que estão no poder mas também nas pequenas atitudes de cada um. E continuo extremamente resistente a compra de um carro!
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